Os aeroportos de Lisboa e Porto, situados a pouco tempo desta cidade; o Aeródromo Municipal Bissaya Barreto que se localiza em Antanhol; os Portos de Aveiro e da Figueira da Foz aqui tão perto... E a capital espanhola, Madrid, a poucas horas do coração do país, torna Coimbra uma cidade aberta à Europa.
Está perto da praia e da montanha, de uma importante estância termal e das ruínas de Conímbriga. Impõe-se a descoberta da Cidade do Conhecimento. Visite a secular Universidade de Coimbra, a Igreja de Stª Cruz, Panteão Nacional, aproveitando para se divertir no Portugal dos Pequenitos. Relaxe, passeie pela zona ribeirinha do Mondego e desfrute da Natureza, conhecendo o emblemático Penedo da Saudade e a variada flora do Jardim Botânico.
Encante-se pela famosa "Canção de Coimbra" e embarque-se na animada noite Coimbrã. Durante as festividades académicas, as noites são menos escuras e as ruas enchem-se num conjunto tão colorido como o das Fitas que todos os anos aqui se queimam... As Festas da Cidade e da Rainha Santa Isabel alinham outro dos pontos altos do calendário da vida cultural e turística de Coimbra, bem junto ao Mondego. Mas para quem aprecia o lado descontraído da vida durante todo o ano, não há como Coimbra para o receber em qualquer dia da semana, com animação e eventos para todos os gostos por entre os seus movimentados bares, cafés, galerias e espaços de divertimento.
Em tempos longínquos o local foi ocupado pelos Celtas mas foi a romanização que transformou esta região culturalmente. A sua presença permanece nos vários vestígios arqueológicos guardados no Museu Nacional Machado de Castro, construído sobre o criptopórtico da Civita Aeminium, o forum da cidade romana. Depois vieram os visigodos entre 586 e 640, alterando o nome da localidade para Emínio. Em 711, passa a ser uma cidade mourisca e moçarabe. Em 1064 é conquistada pelo cristão Fernando Magno e governada pelo moçarabe Sesnando.
A cidade mais importante ao Sul do Rio Douro, é durante algum tempo residência do Conde D. Henrique e D. Teresa, pais do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, que aqui nasceu. Por sua mão é integrada em território português em 1131. Datam desse tempo, em que Coimbra foi capital do reino, alguns dos monumentos mais importantes da cidade: a Sé Velha e as igrejas de São Tiago, São Salvador e Santa Cruz, em representação da autoridade religiosa e das várias ordens que aqui se estabeleceram.
Foi em Coimbra que aconteceu o amor proibido de D. Pedro I (1357-67) e da dama de corte D. Inês, executada por ordem do rei D. Afonso IV, que viu nesse romance o perigo de uma subjugação a Castela. Inspirando poetas e escritores, a sua história continua a fazer parte do património da cidade.
Durante o Renascimento, Coimbra transformou-se num lugar de conhecimento, quando D. João III (1521-57) decidiu mudar definitivamente a Universidade para a cidade, ao mesmo tempo que se criavam inúmeros colégios em alternativa ao ensino oficial.
No séc. XVII os jesuítas chegaram à cidade, marcando a sua presença com a construção da Sé Nova. No século seguinte, a obra régia de D. João V (1706-50) enriquecerá alguns dos monumentos de Coimbra e sobretudo a Universidade e o reinado de D. José I (1750-77) fará algumas transformações pela mão do Marquês de Pombal, sobretudo no ensino.
No início do séc. XIX as Invasões Francesas e as guerras liberais portuguesas iniciarão um período conturbado, sem grandes desenvolvimentos para a cidade. Desde então foram os estudantes que a recuperaram e transformaram na cidade universitária por excelência em Portugal.
Vários percursos são possíveis para conhecer todo o património existente em Coimbra. Seguindo o plano da cidade até ao séc. XIX, sugerimos que comece com dois passeios, um pela Alta e outro pela Baixa de Coimbra.
Long ago, this site was occupied by the Celts, but the process of Romanisation brought a great cultural transformation to this region. The presence of the Romans is still visible in the various archaeological remains housed at the Museu Nacional Machado de Castro, built over the cryptoporticus of the Civita Aeminium, the forum of the Roman city. After them, between 586 and 640, came the Visigoths, who altered the name of the town to Emínio. In 711, it became a Moorish and Mozarab city. In 1064, the city was conquered by the Christian Fernando I of Castile and governed by the Mozarab Sesnando.
The most important city to the south of the River Douro, it was for some time the residence of the Count Dom Henrique and Dona Teresa, the parents of the first king of Portugal, Dom Afonso Henriques, who was born here. It was the latter king who integrated the city into the Portuguese territory in 1131. Dating from this time are some of the city´s most important monuments: the Sé Velha (Old Cathedral) and the churches of São Tiago, São Salvador and Santa Cruz, representing the religious authority and the various orders that became established here.
Coimbra was the setting for the forbidden love of Dom Pedro I (1357-67) and Dona Inês, a lady at court. Inês was executed at the orders of the king Dom Afonso IV, who saw in this romance the danger of Portugal being submitted to the rule of Castile. An inspiration to poets and writers, their story still forms a major part of the city's rich heritage.
Coimbra was the capital of Portugal during the Middle Ages, but it was the Renaissance that transformed the city into a place of knowledge, when Dom João III (1521-57) decided to move the University to the city on a definitive basis, whilst at the same time numerous colleges were created to provide an alternative to the official form of teaching.
In the 17th century, the Jesuits arrived in the city, immediately announcing their presence with the building of the Sé Nova (New Cathedral). In the following century, the royal work instituted by Dom João V (1706-50) was to enrich some of Coimbra´s monuments, including the University. Dom José I (1750-77) also introduced some alterations into the city through the influence of his minister Marquês de Pombal, particularly in the field of education.
At the beginning of the 19th century, the French invasions and the Portuguese liberal wars were to mark the beginning of a period of great agitation that brought no great developments to the city. Since then, it has been the students who have brought most changes to Portugal's quintessential university town.
There are several routes that you can follow to discover more about the heritage to be found in Coimbra. Following the layout of the city until the 19th century, we suggest that you begin with two walking tours, one through the Upper Town and the other through the Lower Town.