Mais sobre Castelo Branco... | More about Castelo Branco...
A cidade foi conquistada aos mouros no século XII por D. Afonso Henriques, o nosso primeiro rei, que, no ano de 1165, doou estes territórios à Ordem do Templo, para que os cavaleiros cristãos os defendessem dos infiéis. Quando a Ordem do Templo foi extinta, os seus bens passaram para a Ordem de Cristo. No reinado de D. João II obteve o título de notável.

Foi elevada à categoria de cidade em 1771. Actualmente, Castelo Branco é centro comercial de uma fértil área agrícola, nela tendo vindo a instalar-se importantes unidades industriais. Possui velhos solares fidalgos, ricas igrejas, amplas ruas e belos jardins entre os quais é de salientar o Jardim do Paço Episcopal, de características barrocas, construído em diversos planos, com lagos, cascatas, repuxos e estatuárias únicas. Na segunda semana após a Páscoa festeja-se, na cidade, durante três dias, a Romaria de Nossa Senhora de Mércoles.

Foi no monte da Cardosa, ocupado por colonos romanos, que Castelo Branco teve a sua origem, com o nome de Albi Castrum. Em 1214, D. Afonso II doou esta parte do território à Ordem dos Cavaleiros do Templo, encarregando-os do seu povoamento e defesa, para o que construíram o castelo, o núcleo da nova localidade que se desenvolveria lentamente. Em 1285, D. Dinis e a rainha Santa Isabel aqui pernoitaram enquanto visitavam a região, com o objectivo de conhecer e alargar as fortificações raianas.

Em 1510 D. Manuel concedeu Foral Novo a Castelo Branco, estando o documento original guardado na Câmara Municipal. A Misericórdia foi fundada e algumas ordens religiosas estabeleceram-se, destacando-se a acção dos Frades Agostinhos, no Convento da Graça, e dos Frades Capuchos, instalados no Convento de Santo António.

Em 1535, D. João III concede-lhe o título de "Vila Notável" e no final do século, o bispo da Guarda, D. Nuno de Noronha, edifica o Paço Episcopal, destinada a residência de Inverno dos prelados. O Paço manter-se-á como um dos limites do perímetro urbano e como o ex-libris da cidade até aos nossos dias. Actualmente é o importante Museu Francisco Tavares Proença Júnior, onde se guarda a história das tradicionais Colchas de seda de Castelo Branco.

Em 1771, D. José I reconheceu o desenvolvimento comercial e a importância desta localidade quando criou a diocese de Castelo Branco, elevando-a a cidade e adoptando a Igreja de São Miguel como Sé, centro de uma nova área urbana marcada por uma burguesia emergente que aqui construirá os seus palácios e solares.

Depois de um período conturbado pelas Invasões Francesas, que aqui tiveram um dos seus palcos de batalha, a inauguração da linha de caminho de ferro em finais do séc. XIX transformará Castelo Branco num centro industrial importante para o desenvolvimento regional, sobretudo na área dos têxteis, tradição que soube manter até hoje.

The origins of Castelo Branco can be found in Roman times with the settlers who established Albi Castrum on the slopes of the Cardosa hill. In 1214, king Afonso II bestowed this land on the Order of the Templar Knights, entrusting them with its fortification and defence. The Order set about building the Castle that became the focal point for the new town that would gradually expand outwards. In 1285, king Dinis and his queen Santa Isabel stayed here while visiting the region to survey and plan the reinforcement of border defences.

In 1510, Manuel granted a Charter to Castelo Branco. The original document is still held by the Municipal Council. The Misericórdia was founded simultaneously with the arrival of other religious orders including the Augustinian Friars, in the Convent of Graça, and the Capuchin Friars, located in the Convent of Santo António.

In 1535, king João III granted the settlement the title of "Eminent Town" and towards the end of the century the bishop of Guarda, Nuno de Noronha, ordered the building of the Episcopal Palace as the Winter residence for the clergy. The Palace survived both as a marker of the perimeter of old Castelo Branco and a major attraction of the current city. It currently houses the important Francisco Tavares Proença Júnior Museum that features the history behind the traditional Castelo Branco Silk Embroidery.

In 1771, king José I moved to recognise the growing commercial importance of the town in establishing the diocese of Castelo Branco, raising it to city status with the Church of São Miguel (St. Michael) becoming the Cathedral.

This became the focal point for the expansion of the city with the emerging bourgeois class choosing the location for their palaces and residences. After recovering from the Napoleonic invasion, with a major battle fought out in the vicinity, it was the inauguration of the railway line towards the end of the 19th century that resulted in Castelo Branco becoming an important industrial centre. Much of the development focused on the textile sector - a tradition that still continues.


CIDADE DOS PLANALTOS
TOWN OF HIGHLANDS

Castelo Branco vê-se facilmente num dia, valendo a pena trepar pelas ruas íngremes até ao recinto do Castelo para abarcar o vasto horizonte da paisagem em redor.
Castelo Branco can easily be visited in a day. Head up the steep streets towards the Castle to take in the wonderful views out over the surrounding countryside.
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