Situada junto à Ria Formosa, na margem esquerda da ribeira de Marchil, a cidade de Faro é sede de concelho formado por 6 freguesias. Sede de distrito e capital do Algarve, Faro foi designada por Ossónoba pelos romanos e Harune pelos árabes. Em 1249 foi conquistada por D. Afonso III e recebeu foral em 1266. Foi elevada a cidade em 1540. Impulsionada pelos descobrimentos, nos séculos seguintes, tornou-se um importante centro comercial, devido à produção de sal e de produtos agrícolas.
Actualmente, todo o concelho vive essencialmente do turismo, comércio e serviços. Contudo, graças ao microclima característico desta região, a campina é extremamente fértil e passível de ser cultivada quatro vezes ao ano, o que mantém alguma actividade agrícola. Rica em testemunhos históricos e monumentos, a cidade apresenta um centro histórico razoavelmente conservado e desdobra-se em três núcleos: a Vila-Adentro, espaço delimitado pelas antigas muralhas e onde se situa a sé, o bairro ribeirinho, grosso modo correspondente ao eixo da rua Conselheiro Bivar, centro da animação noturna e a mouraria-judiaria centrada na cosmopolita zona pedonal da Rua de Santo António.
O concelho possui praias de referência e integra a Reserva Natural da Ria Formosa - uma área protegida de grande riqueza de fauna e flora, com 16000 hectares - e que o separa do Atlântico por vários esteiros e ilhas arenosas. A Oeste fica a Ilha de Faro, uma praia constituída por uma extensa língua de areia que fecha, pelo lado poente, a Ria Formosa. Está ligada à terra firme no Ludo e estende-se até ao cabo de Santa Maria já na chamada Ilha da Culatra, o ponto mais meridional de Portugal.
Foi no período romano que esta região se desenvolveu e ganhou notoriedade. Era conhecida então por Civitas Ossobonensis e os seus limites iam até à actual localidade de Tavira, compreendendo várias villae com actividades específicas industriais, rurais e marítimas. Este passado histórico é comprovado pelos achados de escavações arquelógicas na cidade, que podemos ver no Museu Arqueológico Infante D. Henrique, e pelas Ruínas de Milreu, situadas nos arredores de Faro.
No séc. IX, a localidade passa a chamar-se Santa Maria Ibn Harun, tomando o nome da família árabe que governava estes territórios. O topónimo dará origem, ao actual Faro. Durante o domínio muçulmano a prática da culto cristão foi permitido, o que explica a permanência de "Santa Maria" no nome. Para além dos vestígios arqueológicos deste período, a Porta Árabe (integrada no Arco da Vila) relembra-nos uma das entradas no núcleo amuralhado, designado por Vila-Adentro.
Vila-Adentro será conquistada definitivamente pelos cristãos em 1249, durante o reinado de D. Afonso III. Constrói-se então a Sé Catedral no local da antiga Mesquita e reforçam-se as muralhas, sinais do novo domínio.
No séc. XVI, Faro tornou-se um importante pólo comercial no Algarve, mantendo essa função durante os séculos seguintes. Foi elevada a cidade em 1540 para que fosse sede de Bispado, até então em Silves. Grande parte dos monumentos religiosos de Faro datam dessa época, reflectindo-se a riqueza económica na Igreja da Misericórdia e nos conventos de São Francisco, de Nossa Senhora da Assunção (adaptado a Museu Arqueológico Infante D. Henrique), de Santiago Maior e de Santo António dos Capuchos.
No séc. XIX, Faro foi reorganizada administrativamente centralizando os poderes regionais e tornou-se uma das cidades mais importantes do Algarve. A nobreza e a burguesia construiram as suas casas apalaçadas e as famílias mais abastadas têm uma segunda casa nos arredores, entre as quais se destaca o impressionante Palácio de Estói.
Para além do património arquitectónico já mencionado, um passeio por Faro deve incluir uma visita em família ao recente Centro Ciência Viva, um interessante espaço dedicado aos mais pequenos.
Nos arredores da cidade, importa destacar a beleza do Parque Natural da Ria Formosa.
Let us begin with its name. Faro derives from Ibn-Harun, the Arabic family name of the 11th century governors. The history begins with the Arco da Vila at the top of a palm-lined garden with views out over the sea. From outside, the arch is the project of the Italian architect Fabri. From within, it belongs to the Moor prince Bem Bekr.
Within the Castle walls, the narrow streets with archways and alleys lead onto the Afonso III square where the statue of the king recalls the city’s conquest in 1249. On the site of the former mosque stands the Se, the landmark of the new regime. Within, the Renaissance interior is impressive. While in the neighbourhood, head over to the church of Misericórdia and the elegant Bishop’s palace. And in the pretty cloisters of the Nossa Senhora da Assunção convent, the tour takes us back to Roman times with the priceless collection of the Infante D. Henrique Museum.
Beyond the walls, there is a very different city, rebuilt after the earthquake of 1755 by a still rich noble and bourgeois class. They made their mark in their elaborate residences and palaces and the Lethes Theatre.
For a great family day out, visit the Living Science Centre where all will enjoy the museum’s take on "Cyber Space" themed around the "Sun".
The capital of the Algarve, with its lively and bustling centre packed with stores, terraces and restaurants and with the best in seafood, will surprise you every step of the way.