Mais sobre Évora... | More about Évora...
Évora, Cidade-Museu, situa-se numa ampla colina, na margem direita do rio Xarrama, afluente do Sado. As suas ruas estão marcadas por testemunhos da presença dos celtas, romanos, visigodos, árabes e cristãos, atestando uma ocupação multissecular. A sua opulência e grandeza de outrora mantêm-se intactas, testemunhadas pela existência de inúmeros monumentos.

Enquanto cidade romana, Évora era denominada "Liberalitas Júlia" e desse tempo conserva um templo pagão, verdadeira relíquia da civilização romana e um exemplar raro na Península. O arco de Dona Isabel, foi uma das portas da muralha que os romanos mandaram construir e que ainda hoje marca os contornos urbanos.

A Praça do Giraldo, antigo fórum da época imperial, Praça Grande ou Praça Maior a partir do século XIII, conserva o seu estatuto de centro da urbe, de onde tudo parte e para onde tudo converge, guardando uma parte importante da já muito longa vida da cidade. Em 1165 Évora foi conquistada aos mouros por Geraldo Geraldes que a entregou a D. Afonso Henriques. Aqui reuniram-se cortes em 1437, 1481, 1490 e 1535, tendo merecido o Título de Nobre e Sempre Leal Cidade. D. Manuel I foi Duque de Évora, pelo que quando subiu ao trono investiu grandemente no embelezamento da cidade.

Em 1559 foi fundada, nesta cidade, a segunda Universidade do país que mais tarde, com a expulsão dos Jesuítas pelo Marquês de Pombal, foi encerrada. A partir de 1973 voltou a funcionar a Universidade de Évora. A agricultura e a pecuária são ainda importantes actividades económicas do concelho, destacando-se a vitivinicultura e a produção de cortiça. O turismo é outra grande fonte de riqueza, pois, para além de roteiros culturais e históricos, o concelho proporciona actividades ligadas à gastronomia e à enologia, à natureza, à caça e ao ambiente.

Recortada no largo horizonte da planície do Alentejo, Évora guarda o esplendor de um brilho cultural que a tornam uma cidade única.

De Roma ficaram o gracioso templo, muralhas e termas e da "Yeborah" muçulmana, a malha urbana do bairro da Mouraria. Conquistada em tempo de D. Afonso Henriques, conquistou o coração dos reis de Portugal que nela quiseram morar. D. João II elegeu-a para os festejos do casamento do seu herdeiro com a filha dos Reis Católicos, os mais faustosos que o final da Idade Média conheceu. D. Manuel I teve a sua corte em Évora, bem como D. João III.

A alta nobreza acompanhou os reis e construiu palácios de luxo como o dos condes de Basto e dos Senhores de Cadaval. Foi então que se ergueram o paço real onde o gótico se alia à influência decorativa do Islão, e grandes conventos como o de S. Francisco, com uma das mais arrojadas igrejas de Portugal. Foi a "idade de ouro" de uma cidade que atraiu artistas da Flandres, de Itália, de Espanha, que queriam contribuir para o seu brilho. Mestres do conhecimento humanista vindos de Salamanca e Paris acorreram à Universidade fundada em 1553, que ainda hoje funciona.

A world of unexpected contrasts awaits you in the unique city of Evora. It has a history more than two thousand years old. You’ll see labyrinthine streets, squares flooded with light, Renaissance fountains, Moorish courtyards and Gothic doorways and turrets.

The Romans created the elegant temple, battlements and baths, and the Moorish “Yeborah” influenced the urban network of the Mouraria district. Conquered in the time of King Afonso Henriques, the city captured the imagination of the kings of Portugal. King João II chose it for the wedding of his successor to the daughter of the Catholic Monarchs. One of the most ostentatious celebrations ever seen in the late Middle Ages. King Manuel I established his court in Évora as did King João III.

Nobility accompanied the monarchs and built luxurious palaces, families such as the Counts of Basto and the Dukes of Cadaval settled here. It was at this time that the Royal Palace and large convents were built, such as the Convent of São Francisco. The Royal Palace is an unusual combination of the Gothic style with the decorative influence of Islam, whilst the Convent of São Francisco is one of the finest churches in Portugal. The 16th Century was a golden age for the city. Artists from Flanders, Italy and Spain flocked here to make their mark. Masters of humanities came from Salamanca and Paris to join the University, which was founded in 1553 and still functions today.

CIDADE MUSEU
CITY MUSEUM

Lá dentro espera-o um mundo de imprevistos contrastes: ruas labirínticas, praças inundadas de luz, fontes da Renascença, pátios mouriscos, portais góticos, mirantes. E o eco de recordações históricas com mais de dois mil anos. Standing out against the skyline of the Alentejo plain, Évora retains the splendour of a royal city. Due to its historical significance, UNESCO has classified Évora as a World Heritage site.
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