Estrutura da economia: A estrutura da economia portuguesa, nas últimas décadas, é caracterizada por elevado peso do setor dos serviços, à semelhança, aliás, dos seus parceiros europeus, que contribuiu com 74,4% do VAB e empregou 66,1% da população em 2013.

A agricultura, silvicultura e pescas representaram apenas 2,4% do VAB (contra 24% em 1960) e 10,2% do emprego, enquanto a indústria, a construção, a energia e a água corresponderam a 23,2% do VAB e 23,7% do emprego.

Na última década, para além de uma maior incidência e diversificação dos serviços na atividade económica, registou-se uma alteração significativa no padrão de especialização da indústria transformadora em Portugal, saindo da dependência de atividades industriais tradicionais para uma situação em que novos setores, de maior incorporação tecnológica, ganharam peso e uma dinâmica de crescimento destacando-se o setor automóvel e componentes, a eletrónica, a energia, o setor farmacêutico e as indústrias relacionadas com as novas tecnologias de informação e comunicação. Ainda nos serviços, salienta-se a importância da posição geográfica de Portugal, usufruindo do clima mediterrânico, moderado pela influência do Atlântico, bem como o significado da imensa costa portuguesa, que apoia uma relevante indústria turística

Situação económica e perspectivas: A economia portuguesa registou uma queda mais moderada da atividade económica em 2013 (-1,4%), em comparação com o ano anterior (-3,2%). O desempenho favorável das exportações, a menor contração da procura interna e do investimento foram fatores determinantes nesta

recuperação. No 1º trimestre de 2014, a estimativa do INE  aponta para um aumento do PIB de 1,2% em termos homólogos (acima dos 0,9% previstos para a Zona Euro), devido ao contributo positivo mais significativo ficativo da procura interna, refletindo sobretudo a evolução do investimento, enquanto a procura externa líquida apresentou um contributo negativo, devido ao abrandamento das exportações de bens e serviços. As expectativas da Comissão Europeia para 2014 são de recuperação da economia portuguesa, que deverá crescer 1,2% (e 1,5% em 2015), próximo do projetado para a Zona Euro. Essa evolução deverá ser apoiada  pela aceleração da procura interna privada, e por um crescimento do investimento bem como das exportações de bens e serviços (de respetivamente e, 3,3% e 5,7% em 2014).

No final de Abril último, foi apresentado o Documento de Estratégia Orçamental de Médio Prazo (DEO), no qual o Governo estabelece as linhas de orientação para as contas públicas no período 2014-2018, nomeadamente  a continuação do processo de ajustamento dos desequilíbrios externos o esforço de consolidação orçamental (que se prevê permitirá atingir um défice estrutural de 0,5% do PIB em 2017), o equilíbrio orçamental em 2018 e a descida da dívida pública a partir de 2015.

Em Maio de 2014, o Governo anunciou a conclusão e saída do Programa de Assistência Económica e Financeira (acordado com a UE e o FMI em Maio 2011), sem ter de recorrer a assistência financeira externa adicional. Após três anos do Programa, a economia portuguesa registou progressos importantes na correção de um conjunto de desequilíbrios macroeconómico.